Método - Indução - Dedução



Método

• O termo método tem origem na palavra grega methodos que significa: “caminho para chegar a um fim”.
• Conjunto de processos que deve ser executado para produzir e processar um sistema, definindo: “o que” e “como” algo deve ser feito – Receita!
• Saber pesquisar é básico para o sucesso acadêmico e profissional de qualquer um, já que a pesquisa permeia nosso dia a dia, quer tenhamos consciência disso ou não.
Termo pesquisa – definição: processo sistemático que tem como objetivo a construção do conhecimento...
E/ou: corroborar/refutar conhecimento preexistente.

Definição de Método

Termo método: designa a ordem a ser seguida nos diferentes processos necessários para se chegar a determinado fim ou resultado.
Em outras palavras: procedimento regular, explícito, que pode ser repetido a fim de se conseguir algo material ou conceitual.
Ressalva: método é apenas meio de acesso.
• A inteligência e a reflexão que descobrem o que os fatos realmente são.
• O método científico busca descobrir a realidade dos fatos e esses, ao serem descobertos, devem guiar o uso do método.
Importante: distinguir os conceitos de método e processo.
Método: procedimento sistemático, dispositivo ordenado, em plano geral.
Processo (a técnica): é a aplicação do plano metodológico e a forma específica de executá-lo.
Relação existente entre método e processo: é similar à que existe entre estratégia e tática. O processo está, dessa maneira, subordinado ao método.

Indução e Dedução

As ciências se expressam por procedimentos.
Método científico: regras básicas que o pesquisador segue para desenvolver uma experiência e produzir conhecimento, além de corrigir e integrar conhecimentos anteriores.
Base: junção de evidências que devem ser observáveis, empíricas e mensuráveis.
Indução e dedução: configuram formas e/ou modos de raciocínio e/ou argumentação.
Reflexão: fruto do raciocínio, pode ser dedutiva ou indutiva, além de coerente, ordenada e lógica.

Indução

Indução: raciocínio pelo qual, partindo de dados particulares e constatados, chega-se uma verdade gerada ou universal, não contida nas partes examinadas.
(BARROS; LEHFELD, 2007, p.76)
Objetivo dos argumentos: chegar a conclusões cujo conteúdo seja mais amplo do que o das premissas originais.
Método indutivo: serve para construir hipóteses, leis e teorias, pois se baseia na generalização de propriedades que são comuns a certo número de casos.
O método indutivo parte: de questões particulares para chegar a conclusões generalizadas, da parte para o todo.
Exemplo:
• O aluno 1 é inteligente.
• O aluno 2 é inteligente.
• O aluno 3 é inteligente.
• O aluno N é inteligente.
Portanto, todo aluno é inteligente.
É mesmo?
Barros e Lehfeld (2007, p.76-77) – duas formas de indução: formal ou completa / incompleta ou científica.
Indução formal ou completa (de Aristóteles):
não induz de alguns casos, mas de todos os casos de uma espécie ou de um gênero.
Nesse tipo – simples substituição de uma coleção de termos particulares por um equivalente:
Os corpos A, B, C e D se aquecem.
Os corpos A, B, C e D são todos metais.
Logo, os metais se aquecem.
Indução incompleta ou científica (Galileu Galileie aperfeiçoada por Francis Bacon):
baseada na causa, na lei, que rege o fato ou fenômeno, constatada por número significativo de casos, mas não de todos.
Alma das ciências experimentais.
• Os casos particulares devem ser provados e experimentados, em número suficiente, para que possam afirmar ou negar tudo o que será afirmado sobre a espécie, gênero, categoria etc.
• Necessário: grande quantidade de observações e experiências, atenção especial às variações provocadas por circunstâncias acidentais.

Dedução

• Argumentação que torna explícitas verdades particulares que estão contidas em verdades universais, o raciocínio caminha do geral para o particular, do todo para a parte.
Ponto de partida: o antecedente afirma uma verdade universal.
Ponto de chegada: o consequente afirma uma verdade menos geral (ou particular) contida implicitamente no primeiro.
• Processo que leva quem pesquisa do conhecido ao desconhecido com reduzida margem de erro.
• Mas, tem alcance limitado, pois a conclusão
não pode ter conteúdos que excedam os das premissas.
Duas regras gerais para determinar a validade das conclusões
1. A partir da verdade do antecedente, pode-se deduzir a verdade do consequente.
Exemplo: Todas as flores são vegetais. A rosa é uma flor. Logo, a rosa é um vegetal.
2. A partir da falsidade do antecedente, pode seguir se a falsidade ou veracidade do consequente.
Exemplo 1
Todas as flores têm espinhos. Ora, a margarida é uma flor. Logo, a margarida tem espinhos.
• Uma premissa falsa levou a um consequente também falso.
Exemplo 2
Todos os animais têm espinhos. A rosa é um animal.
Logo, a rosa tem espinhos.
• A partir de antecedentes falsos, chegou-se a um consequente verdadeiro.
• Tem, no ponto de partida, o plano do inteligível, da verdade geral já estabelecida. A dedução não é geradora de conhecimentos novos, mas organiza e especifica o conhecimento que já se tem.
Análise comparativa – indução X dedução
Estes tipos de argumentação têm finalidades próprias. O dedutivo visa explicitar o conteúdo das premissas, o indutivo visa ampliar o alcance dos conhecimentos.
(BARROS; LEHFELD, 2007)
O método dedutivo dá conclusões verdadeiras às premissas verdadeiras, o método indutivo conduz a conclusões prováveis.

Referências

• ARAÚJO, I. L. Introdução à filosofia da ciência. 2. ed. Curitiba: Ed. da UFPR, 1998.
• BARROS, A. J. S.; LEHFELD, N. A. S. Fundamentos da metodologia científica. São Paulo: Prentice Hall, 2007.
• BASTOS, C.; KELLER, V. Introdução à metodologia científica. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.
• DEMO, P. Avaliação qualitativa. Campinas, SP: Autores Associados, 1999.
• ______. Metodologia do conhecimento científico. São Paulo: Editora Atlas, 2000.
• GALLIANO, A. G. (Org.). O método científico: teoria e prática. São Paulo: Harper & Row, 1979.
• GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
• KÖCHE, J. C. Fundamentos de metodologia científica. 19. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997.
• KUHN, T. S. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Perspectiva, 1994.
• MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Técnicas de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
• RUDIO, F. V. Introdução ao projeto de pesquisa científica. 23. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.
• SALOMON, D. V. Como fazer uma monografia. São Paulo: Martins Fontes, 1994.
• SCARAMUCCI M. V. R. O Papel do léxico na compreensão da leitura em língua estrangeira: foco no produto e no processo. Tese (Doutorado Instituto de Estudos da Linguagem) – Universidade Estadual de Campinas, 1995.
• STURMAN P. Registration and Placement: Learner Response. In: BAILEY, K. M.; Nunan D. (Eds.) Voices from the language classroom: qualitative research in second language education – Cambridge: Cambridge University Press, 1996.

3 comentários:

  1. Saudações.

    Achei a informação muito clara e muito fácil de se entender. A outra coisa que estimei, foi o facto de colocarem as referências e dessa forma deu mais credibilidade e mais segurança a informação.

    Parabéns.
    Por mais artigos como estes.

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