Um breve resumo do assunto; matéria de prova... ficou um pouco longo pois abordei uma intro sobre o assunto e os tipos de conhecimento.. tb pudera; resumir 3h30 de aula para um único post não é fácil!
então mão na massa, afinal a sua boa formação depende apenas de vc mesmo!
Conhecimento
Definição de conhecimento:
• Conhecimento: deve ser compreendido como um processo dinâmico, inacabado e em constante transformação e adaptação.
Os riscos do conhecimento
• Com todos esses problemas, riscos e perigos, a busca humana pelo conhecimento nunca cessou; pelo
contrário, é cada vez maior, pois o ato de conhecer gera mais e mais conhecimento, de modo contínuo.
Para isso acontecer, é preciso que o sujeito (você) traga para si algo que está fora dele e que se quer conhecer (o objeto).
Em esquema, podemos visualizar:
sujeito → → objeto → → conhecimento.
A produção do conhecimento, fruto dessa relação entre Sujeito e Objeto, é mediada pela Teoria.
Teoria:
• As teorias são sempre revisadas, alteradas e recriadas. Por isso, o conhecimento científico não possui
verdade absoluta, é precário!
“... explicação sistemática dos fenômenos observados e das leis relativas a eles. Uma teoria se expressa pelos enunciados das relações que existem entre conceitos.”
(CONTANDRIOPOULOS, 1999, p. 29)
O trabalho científico caminha, então, em duas direções:
• elabora teorias, métodos, princípios e estabelece seus resultados;
• inventa, ratifica seu caminho, abandona certas vias e encaminha para certas direções privilegiadas.
• Ao fazer esse percurso: investigadores aceitam a historicidade, a colaboração e devem ser humildes por saber que o conhecimento é aproximado e construído.
(MINAYO, 1994, p. 12-13)
Tipos de conhecimento
• São várias as formas possíveis de se obter conhecimento: ele apresenta em sua constituição níveis e estruturas diferentes.
• Cada um desses níveis do conhecimento possui seu nível de complexidade e características específicas.
Os tipos de conhecimento e de busca do sentido das coisas podem ser divididos em quatro categorias:
• conhecimento popular;
• conhecimento filosófico;
• conhecimento religioso;
• conhecimento científico.
Conhecimento popular
O que é “senso comum”? Na maior parte das vezes e das situações, o que entendemos a respeito da vida repousa sobre constatações feitas, vinculadas às observações pessoais construídas de modo espontâneo e assistemático, fruto da vida cotidiana e dos valores que dão sentido a essas relações. Por isso, esse tipo de entendimento é generalizado, ou seja, é disseminado em grupos tidos como possuidores de verdade.
Conhecimento filosófico
Primeiro passo – definir a palavra “filosofia”, criada por Pitágoras:
philos → “amigo” e sophia → “sabedoria”.
Conhecimento filosófico: baseia-se em conceitos subjetivos, ligados ao conhecimento especulativo.
Busca os sentidos do mundo e das coisas por meio de hipóteses que podem ou não ser postas em observação, ou seja, geralmente não são verificáveis e, portanto, não podem ser confirmadas ou refutadas.
• Filosofia: objetiva compreender a realidade e fornecer conteúdos reflexivos e lógicos de mudança e de transformação dessa realidade.
• Cumpre a tarefa de elaborar bases e princípios norteadores das ações humanas.
• Mesmo entre os grandes filósofos, não há uniformidade de pensamento e de forma de reflexão, pois a filosofia observa, reflete e interpreta o mundo sob pontos de vista diferentes, às vezes inconciliáveis entre si. (BARROS e LEHFELD, 2007, p. 42)
Conhecimento religioso
• Também chamado de teológico: revela-se por meio da fé divina ou da crença religiosa.
• Do ponto de vista religioso/teológico, a existência divina é evidente e inquestionável, e, portanto, não necessita de demonstração ou experimentação, ou seja, dispensa qualquer procedimento experimental da ciência.
• No entanto, o conhecimento religioso se analisa, se interpreta e se explica. (BARROS E LEHFELD, 2007).
• Depende da formação moral e das crenças de indivíduos, grupos ou povos e requer a autoridade divina, de forma direta ou indireta.
• Não pode ser confirmado ou negado, ao contrário do que ocorre no conhecimento científico, pois se baseia em proposições reveladas pelo sobrenatural e, portanto, sagradas e valorativas.
• As verdades são tidas como infalíveis e inquestionáveis. Fonte: os livros sagrados.
Conhecimento científico
• Característica: busca da compreensão dos fenômenos existentes por meio da utilização de procedimentos metódicos em suas investigações.
• Galliano (1979, p. 21) define-o: “aperfeiçoamento do conhecimento comum e ordinário obtido por meio de um procedimento metódico, o qual mobiliza explicações rigorosas e/ou plausíveis sobre o que se afirma sobre um objeto da realidade”.
• Foco em fatos e fenômenos verificáveis, é também objetivo, factual, racional, analítico, organizado, explicativo e sistemático, uma vez que constrói e aplica leis mediante investigações metódicas.
• Pode-se afirmar que hoje conhecemos mais e melhor em comparação com o passado, mas não podemos chamar tal conhecimento de “conhecimento acumulado”, uma vez que esse processo está longe de ser meramente cumulativo.
• Demo (2000, p. 74): o conhecimento novo não provém apenas de soma, mas da derrubada sistemática e impiedosa. Seu método básico é o questionamento sistemático.
• Para o autor, teoria científica é aquela que se oferece ao debate e que se mantém necessariamente falível, e não aquela que fica de pé a qualquer preço.
• Para algo ser científico, é necessário que seja discutível, já que a ciência surgiu da recusa em aceitar o saber institucionalizado.
Referências
• CONTANDRIOPOULOS, André-Pierre; CHAMPAGNE, François; POTVIN, Louise; DENIS, Jean-Louis; BOYLE, Pierre. Saber preparar uma pesquisa: definição, estrutura e financiamento. 3. ed. São Paulo: HUCITEC, 1999.
• DEMO, P. Metodologia do conhecimento científico. São Paulo: Editora Atlas, 2000. • BARROS, A. J. S.; LEHFELD, N. A. S. Fundamentos da metodologia científica. São Paulo: Prentice Hall, 2007.
• GALLIANO, A. G. (Org.). O método científico: teoria e prática. São Paulo: Harper & Row, 1979.
• KUHN, T. S. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Perspectiva, 1994.
• LUCKESI, C. et al. Fazer universidade: uma proposta metodológica. São Paulo: Cortez, 1984.
• MEDEIROS, K. M. de. Programa e apostila do curso de metodologia científica. Disponível em:
<www.karlmarx.pro.br>.
• MINAYO, Maria Cecília de Souza et al. Pesquisa social. 3. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.
• SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Cortez, 1999.